Ao longo dos anos, a árvore permaneceu lá Perto da sabedoria das coisas simples E nem os ventos frios do inverno ousaram Estremecer os seus braços fortes, Nem os quentes raios de sol desafiaram As gotas de orvalho das suas folhas verdes. Era como se aquela árvore fosse eterna E a sua força brotasse naturalmente da terra, Na seiva sagrada das raízes mais profundas… Um dia, as folhas começaram a desprender-se Uma a uma, pouco a pouco… As gotas de orvalho foram perdendo o seu brilho O vento que outrora transportava promessas Foi, gradualmente, esmorecendo Na certeza do dia que se torna noite escura. E, aos poucos, as manhãs ficaram mais cinzentas Com saudade das cores que iluminam a raiz dos dias. Agora, é como se o tempo andasse para trás, Os braços que procuravam o abraço do sol Voltam-se para o centro da terra, à procura de outra luz. Tão de mansinho, a vou perdendo … E, quase como quem não dá p...
👏👏
ResponderEliminarPatrícia Frederico